Resultados das avaliações de curso por ano

Avaliações de 2015

Avaliações de 2016

Avaliações de 2017


Índice Geral de Curso da Instituição (IGC)

O Índice Geral de Cursos (IGC) constitui uma média ponderada, a partir da distribuição dos estudantes nos níveis de ensino, que envolve as notas contínuas de CPC dos cursos de graduação e os conceitos Capes dos cursos de programas de pós-graduação stricto sensu das IES. A metodologia de mensuração do índice é instituída em uma escala de cinco pontos (1-5) e sempre faz referência ao último triênio do ciclo avaliativo do Sinaes.

O indicador utiliza o CPC no ano do cálculo e nos dois anos anteriores. Seus componentes podem ser agrupados em quatro dimensões: desempenho dos estudantes, valor agregado pelo processo formativo oferecido pelo curso, corpo docente e condições oferecidas para o desenvolvimento do processo formativo.

Em 27 de novembro de 2017, foram divulgados os Indicadores de Qualidade da Educação Superior relativos ao ano de 2016 (Conceito Enade; CPC e IGC). A UnB manteve o resultado anterior, ficando com nota 5 no IGC, no entanto, apresentou, pelo segundo ano consecutivo, uma queda no IGC Contínuo, conforme pode ser observado na Tabela 2.


Tabela 1.             Evolução do IGC 2008-2016 .

Ano

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

IGC

4 (3,89)

4 (3,86)

4 (3,91)

4 (3,88)

4 (3,88)

4 (3,94)

5 (4,05)

5 (3,97)

5 (3,95)

Fonte: CAI/DAI/DPO, 2018, com base em Inep/MEC, 2018.

Os indicadores de qualidade da instituição (IGC, CI) e dos cursos (Enade, CPC e CC) subsidiam a matriz orçamentária, utilizada para alocação pelo MEC de recursos de ODC para as IFES, e garantem a visibilidade e a comunicação com a sociedade. Dada a sua importância, a UnB aprovou, em 2017, nova proposta de distribuição interna dos recursos da matriz orçamentária às unidades acadêmicas, aproximando os critérios de recebimento dos recursos pelas unidades da Universidade aos do MEC. A mudança teve como base os seguintes princípios: autonomia da unidade administrativa; transparência; equidade; corresponsabilização na gestão; flexibilização; simplificação dos processos; priorização interna da utilização dos recursos; qualidade institucional. Para fundamentar essa ação, a DAI/DPO tem encaminhado relatórios sobre seus indicadores a cada unidade acadêmica, promovendo a reflexão e o acompanhamento dos insumos que compõem esses indicadores.

 

Ranking Universitário Folha (RUF) 2017[1]

O RUF é uma avaliação anual da educação superior do Brasil implementada pela Folha de São Paulo desde 2012. Esse ranking classifica 195 universidades brasileiras com base em dados nacionais e internacionais, e duas pesquisas de opinião do Datafolha sob cinco aspectos:

  1. Pesquisa (42%): número de trabalhos acadêmicos publicados (artigos científicos em revistas internacionais e nacionais e teses), impacto desses trabalhos (medido pela quantidade de citações em outros estudos) e montante arrecadado para pesquisa.
  2. Ensino (32%): aspectos ligados ao corpo docente da instituição, como dedicação em carga horária e titulação (Censup 2015); a opinião de docentes sobre as instituições ea nota média dos alunos no Enade.
  3. Mercado de Trabalho (18%): opinião de 5.793 profissionais de Recursos Humanosconsultados em 2015, 2016 e 2017 sobre preferências de contratação. 
  4. Internacionalização (4%): quantidade de trabalhos em colaboração internacional (2013 e 2014) e impacto global dos estudos da universidade (2015) em dados coletados na Web of Science.
  5. Inovação (4%): número de patentes pedidas pela Universidade em dez anos (Inpi, 2006-2015)

As bases de dados utilizadas para o ranking são: Censup (2015), Enade (2013, 2014 e 2015), SciELO (2013, 2014 e 2015), Web of Science (2013, 2014 e 2015), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) (2006-2015), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fundações estaduais de fomento à ciência (2015) e Datafolha. Na última avaliação, a UnB permaneceu na 9ª posição.

A Tabela 3 apresenta os resultados da Universidade de Brasília na RUF no período de 2015-2017.

 

Tabela 2.             Evolução RUF 2015-2017.

Dimensão

2012

2013

2014

2015

2016

2017

Geral

 

Ensino

 

Pesquisa

11º

12º

14º

14º

15º

 

Mercado

11º

11º

22º

20º

24º

22º

 

Inovação

11º

12º

10º

10º

11º

10º

 

Internacionalização

N/A

11º

11º

15º

13º

 

Fonte: CAI/DAI/DPO, 2017, com base nos Rankings RUF.

Legenda: N/A = Não aplicado

Estes indicadores sugerem que a Universidade de Brasília deve investir na pesquisa de egressos e na análise de empregabilidade, obtidos atualmente com a base da Rais, a fim de conhecer melhor a nossa realidade e propor políticas para o seu aperfeiçoamento.

 

 QS World University Rankings 2017/18[2]

Publicado anualmente, o QS World University Rankings® foi criado para ajudar os estudantes em potencial a fazer comparações das universidades líderes em todo o mundo.

Desde que os rankings foram desenvolvidos pela primeira vez, em 2004, se expandiram para classificar mais de 900 universidades em 2017-2018, com mais de 3.800 avaliados. As 400 melhores universidades são classificadas individualmente, e as demais são classificadas em grupos – começando de 401-410, até 801-1000.

Na metodologia, o indicador de reputação acadêmica tem a maior carga na pontuação e corresponde a 40% do total. Os outros parâmetros adotados são: reputação com empregadores (10%), proporção de docentes por alunos matriculados (20%), citações por faculdade (20%), presença de estudantes internacionais (5%) e presença de professores e pesquisadores estrangeiros (5%).

Na avaliação de 2017/2018, apesar de ser a universidade mais bem avaliada do Centro-Oeste, a UnB caiu pelo menos 50 posições e hoje figura entre as 651-700 melhores do mundo. Entre as instituições nacionais que estão na lista da QS, a UnB está em 10º lugar, mantendo a posição em relação a 2016/2017. A evolução da classificação da Universidade no QS World University Rankings® pode ser acompanhada na Tabela 4.

 

Tabela 3.             Evolução QS 2014-2018.

 

2014

2015

2016

2017

2018

Posição

551-600

551-600

491-500

601-650

651-700

Fonte: CIG/DAI/DPO, 2018.

 

QS University Rankings América Latina 2018[3]

Publicado desde 2011, o QS University Rankings América Latina destaca as 400 melhores universidades da região latino-americana. No levantamento mais recente, a UnB atingiu a 19ª posição, caindo dez posições em relação ao ano anterior. Tal desempenho posiciona a Universidade como a décima segunda melhor do país.

Na metodologia, a nota final é obtida a partir da análise de oito parâmetros com avaliação máxima de até 100 pontos, conforme detalhado a seguir: o indicador de reputação acadêmica tem a maior carga na pontuação e corresponde a 30% do total. Os outros parâmetros adotados são: reputação com empregadores (20%), relação entre número de funcionários e alunos (10%), professores com doutorado (10%), volume de papers (5%), citações por paper (10%), presença na internet (5%) e rede internacional de pesquisa (10%).

O resultado da pesquisa mostra queda de posição da instituição nos últimos anos (Tabela 5). Em 2012, a UnB ocupava a 25ª colocação e, em 2017, era a 9ª entre as universidades latino-americanas. Em 2018, a UnB caiu para a 18ªposição.

 

Tabela 4.             Evolução QS 2012-2018.

 

2012

2013

2015

2016

2017

2018

Posição

25

21

17

10

9

18

Fonte: CIG/DAI/DPO, 2018.

As notas da UnB em 2018 foram: reputação acadêmica (86,1), reputação com empregadores (59,8), relação entre número de funcionários e alunos (44,9), citações por paper (48,1), volume de papers (79,1), rede internacional de pesquisa (95,8), professores com doutorado (99,6) e presença na internet (97,4), sendo que os dois primeiros itens possuem um peso maior no resultado final, igual a 79,5 pontos (Tabela 6).

 

Tabela 5.             UnB QS LatAM 2017-2018.

Fonte: CIG/DAI/DPO, 2018.

As três primeiras notas representam 60% do resultado final. A UnB perdeu muitos pontos nesses indicadores em relação a 2017, principalmente no indicador reputação com empregadores.

 

QS World University Ranking BRICS 2018[4]

Esse ranking é específico das universidades pertencentes aos países que compõem os BRICS – grupo econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Na metodologia, a nota final é obtida a partir da análise de oito parâmetros com avaliação máxima de até 100 pontos, conforme detalhado a seguir: o indicador de reputação acadêmica tem a maior carga na pontuação e corresponde a 30% do total. Os outros parâmetros adotados são: reputação com empregadores (20%), relação entre número de funcionários e alunos (20%), professores com doutorado (10%), volume de papers (10%), citações por paper (5%), membros estrangeiros (2.5%) e alunos estrangeiros (2.5%).

Em 2015 a UnB ocupava a 51ª posição, caindo para a 53ª em 2016, subiu para 51ª em 2017 e, em 2018, a UnB passou a ocupar a 56ª posição entre 300 universidades avaliadas em 133 países. Os quesitos avaliados foram: reputação acadêmica (79), reputação dos empregadores (57,4), professores com doutorado (80,2), volume de papers (21,4), citações por paper (30,7), membros estrangeiros (50,5) e alunos estrangeiros (14,6). O valor final é de 55,2 pontos.

 

Prêmio Melhores Universidades Guia do Estudante 2017[5]

A Editora Abril, em sua 27ª edição, premia as melhores entidades de ensino superior do país por meio do Guia do Estudante (GE). A pesquisa classifica os cursos em bons (3 estrelas), muito bons (4 estrelas) e excelentes (5 estrelas), com base na avaliação de professores e coordenadores de cursos.

Os critérios de análise da avaliação consideram os seguintes aspectos: avaliação de dados cadastrais da instituição e instalações; titulação dos professores mestres e doutores, instalações físicas, desenvolvimento de pesquisas acadêmicas; pareceres de especialistas nas áreas avaliadas; consultoria de empresas independentes de auditoria e de avaliação de técnicas de pesquisa.

Na edição atual do GE, das 83 graduações analisadas, todas foram estreladas: 43 com cinco estrelas, 35 com quatro estrelas e 5 cursos com três. Entre as universidades públicas, a UnB ocupa a 5ª5a posição (7ª7a em 2016), atrás somente da USP, Unesp, Unicamp e ITA ocupam a 1a, 2a e 3a posições, respectivamente.

 

Tabela 6.             Evolução UnB GE.

 

2015

2016

2017

5 estrelas

34

31

43

4 estrelas

21

31

35

3 estrelas

4

6

5

 

59

68

83

Fonte: CIG/DAI/DPO, 2018.

 

Ranking Web of Universities 2018 – Ranking Web das Universidades

Ranking Web das Universidades é desenvolvido pelo Cybermetric Lab, do Conselho Nacional de Pesquisa Espanhol (CSIC), desde 2004, disponibilizando a cada semestre os resultados. O foco da instituição é sempre ter uma informação independente, objetiva, gratuita, cientificamente robusta e atualizada sobre o desempenho das universidades ao redor do mundo, baseando-se em como é a sua presença na web e o impacto.

Para tal, a metodologia é atualizada com frequência, para refletir as mudanças ao longo dos anos – melhores formas de mensuração dos indicadores ou otimização da ponderação aplicada. Dessa forma, os autores não recomendam a utilização da série histórica dos resultados, mas, sim, a análise do retrato atual de cada universidade.

 

Quadro 1.           Indicadores do Ranking Web das Universidades.

Indicadores

Descrição

Fonte

Peso

Presença

Tamanho (número de páginas) do principal domínio web da instituição. Inclui todos os subdomínios ligados ao domínio principal e todos os tipos de arquivos (documentos, PDFs, etc.)

Google

5%

Visibilidade

Número de redes externas (subnets) que originam links de volta à página principal da instituição. Depois de normalizado, é escolhido o valor máximo entre duas fontes

Ahrefs; Majestic

50%

Transparência

Número de citações dos dez melhores autores de cada instituição, de acordo com o Google Scholar

Citações do Google Scholar

10%

Excelência Acadêmica

Número de artigos entre os 10% mais citados em 26 disciplinas. Dados referentes ao período 2011 a 2015

Scimago

35%

Fonte: http://www.webometrics.info/en/node/200

A visualização dos resultados pode ser feita de diversas formas. Pode-se agrupar por "continente": ranking mundial, América do Norte, América Latina, Europa, Ásia, África, Países Árabes e Oceania, ou ver os rankings em cada país participante separadamente.

 

Quadro 2.           Ranking Web Brasil das Universidades.

Colocação Mundial

Colocação Brasil

Universidade

Indicador

Presença

Visibilidade

Transparência

Excelência Acadêmica

72

1

USP

6

127

136

76

239

2

UFRJ

255

180

341

355

285

3

UNICAMP

150

294

355

336

362

4

UFRGS

36

389

569

426

393

5

UNESP

36

666

272

395

437

6

UFMG

195

593

527

471

439

7

UFSC

9

361

891

661

637

8

UnB

202

602

802

852

672

9

UFPR

206

665

990

843

712

10

UFF

497

626

1178

948

                   

Fonte: http://www.webometrics.info/en/Latin_America/Brazil

Até o momento, a UnB ocupa no cenário brasileiro a 8ª posição e no latino-americano a 16ª posição. A comparação entre universidades só é possível por meio das posições alcançadas, pois os dados brutos não são divulgados.

Entre as universidades brasileiras, a UnB é a 7ª em Presença, 8ª em Visibilidade, 11ª em Transparência e 8ª em Excelência Acadêmica. Considerando os pesos de 5%, 50%, 10% e 35%, respectivamente, a UnB ocupa a 8ª posição.

Já entre as Universidades da América Latina, a UnB ficou em 40º em Presença (peso 5%), 14º em Visibilidade (peso 50%), 18º em Transparência (peso 10%) e 20º em Excelência Acadêmica (peso 35%).

Como não é disponibilizado o acesso aos microdados, não é possível apontar, com precisão, onde buscar melhorias em cada indicador. Ainda assim, percebe-se que os indicadores de Visibilidade e Excelência Acadêmica são as primeiras opções a serem diagnosticadas, devido aos pesos utilizados no cálculo da estatística do ranking (50% e 35%, respectivamente).

 

Times Higher Education World University Rankings 2018

ranking das universidades mundiais do Times Higher Education (THE) iniciou em 2004, tendo diversas mudanças e melhorias implementadas ao longo dos anos. O principal produto é o Ranking Mundial, que englobou, na versão 2018, 1.000 universidades ao redor do mundo. Há também os rankings dos BRICS & Economias Emergentes, América Latina, Ásia, Reputação Mundial, Japão, Estados Unidos e Universidades Jovens (50 anos ou menos).

Na edição de 2018, a UnB alcançou a posição 801-1000. Entre as universidades brasileiras que aparecem no estudo, a UnB figura na décima primeira (11ª) posição, atrás da USP, Unicamp, Unifesp, UFABC, Unifei, UFMG, UFRJ, UFRGS, PUC-Rio e Unesp. A Universidade demonstrou melhora nos índices considerados, mas caiu na classificação geral em relação à edição de 2015. Antes, esteve no intervalo compreendido entre as colocações 601 e 800. A UnB não entrou na edição de 2016 devido ao envio de informações incompletas.

Os indicadores avaliados foram: citações, renda proveniente da indústria, internacionalização, pesquisa e ensino. Numa escala de 0 a 100, a UnB atingiu os seguintes números: 19,1 em citações, 31,2 em internacionalização, 12,4 em pesquisa, 23,4 em ensino e 31,7 em renda proveniente da indústria.

 

[1] http://ruf.folha.uol.com.br/2017/ranking-de-universidades/

[2] http://www.topuniversities.com/universities/universidade-de-bras%C3%ADlia#wur

[3] https://www.topuniversities.com/universities/universidade-de-brasilia#371830;

[4] https://www.topuniversities.com/universities/universidade-de-brasilia#374953;

[5] https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/entenda-a-avaliacao-de-cursos-2017-do-guia-do-estudante/;

6 http://www.webometrics.info/en

 

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